segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

projeto prodesc-Cinema

O projeto Cinema é uma experiência curricular significativa tanto para os educandos, quanto para os educadores; levando os alunos do Ensino Fundamental e médio a ampliar  as possibilidades de discussão do áudio visual no processo pedagógico;
Um Time Show de Bola
Juan José Campanella traz sua nostalgia para o futebol em animação
Marcelo Hessel
28 de Novembro de 2013
Metegol 
Argentina/Espanha , 2013 - 103 minutos 
Animação / Esporte
Direção: 
Juan José Campanella
Roteiro: 
Juan José Campanella, Roberto Fontanarrosa, Gastón Gorali, Eduardo Sacheri
Regular
O cinema de nostalgia do diretor argentino Juan José Campanella  aceita prontamente o futebol como tema, porque boa parte do mundo da bola vive do memorialismo - o velho terrão e a bola de meia versus o profissionalismo dos craques cosmopolitas e seus megaempresários - da mesma forma que filmes como O Filho da Noiva e Clube da Lua, respostas de Campanella à crise financeira que tirou da Argentina a ilusão da bonança dos tempos do menemismo.
No início da animação Um Time Show de Bola (Metegol), parece que estamos num bairro tradicional de Buenos Aires parecido com o de Filho da Noiva, em um daqueles cafés antigos com janela de vitrais na porta. Lá dentro há uma mesa de pebolim (ou totó, ou fla-flu...), cujo campeão inconteste é o jovem introvertido Amadeo. Anos depois de derrotar no jogo o garoto mais metido da vizinhança, Amadeo vê o rival retornar à cidade, agora como um astromundial do futebol de campo determinado a destruir o café e a mesa de pebolim e construir no lugar um gigantesco estádio para uso próprio.
Não deixa de ser irônico ver o longa de Campanella, com sua posição contrária à mercantilização, estrear no Brasil em meio às polêmicas de superfaturamento das obras da Copa do Mundo, mas de qualquer forma Um Time Show de Bola é o tipo de história atemporal como toda peça de nostalgia: numa equipe os mercenários e oportunistas, na outra os defensores de tradições (de família, de cultura).
Se Amadeo, seu rival e os demais personagens humanos são pobremente desenvolvidos, em parte é porque têm dificuldade de fugir desses papéis que lhes reservaram. (E desenhar personagens com olhos gigantes para forçar na emotividade é um cacoete de animação dos mais baratos.) A grande graça do filme são os jogadores do pebolim, que ganham vida para ajudar Amadeo em sua aventura. Esses, sim, têm personalidade, embora algumas das piadas façam mais sentido para os argentinos do que para os brasileiros, como a do atacante "Sansão" que perde seu grande trunfo, a cabeleira.
Para usar um chavão de boleiro, os personagens-jogadores mostram ter entrosamento suficiente para carregar o filme, e Campanella filma as cenas de ação com a mesma virtuose, em planos sem cortes, que ele havia mostrado justamente na cena de futebol de seu O Segredo dos Seus Olhos. No mais, há sempre um charme muito particular nessas animações de aventureiros em miniatura - de Toy Story a Pequenos Guerreiros - e Um Time Show de Bola se esforça para se filiar a essa linhagem. Só não precisava pesar tanto a mão nos olhos gigantes...
nossos alunos ansiosos com o início do filme.

professoras que nos acompanharam Daniele(arte),Ana Luiza(biologia),Amanda(inglês) e a coordenadora Marli.






Dia maravilhoso e muito abençoado,correu tudo bem.

domingo, 1 de dezembro de 2013

-HISTÓRIA DE MALBA TAHAN

 Malba Tahan - O genial ator em sala de aulas
Júlio César de Mello e Souza nasceu há cem anos e celebrizou-se como Malba Tahan. Foi um caso raro de professor que ficou quase tão famoso quanto um craque do futebol. Em classe, lembrava um ator empenhado em cativar a platéia. Escolheu a mais temida das disciplinas, a Matemática. Criou uma didática própria e divertida, até hoje viva e respeitada. Ainda está para nascer outro igual.
Exímio contador de histórias, o escritor árabe Malba Tahan nasceu em 1885 na aldeia de Muzalit, Península Arábica, perto da cidade de Meca, um dos lugares santos da religião muçulmana, o islamismo. A convite do emir Abd el-Azziz ben Ibrahim, assumiu o cargo de queimaçã (prefeito) da cidade árabe de El-Medina. Estudou no Cairo e em Constantinopla. Aos 27 anos, recebeu grande herança do pai e iniciou uma longa viagem pelo Japão, Rússia e Índia. Morreu em 1921, lutando pela libertação de uma tribo na Arábia Central.
A melhor prova de que Malba Tahan foi um magnífico criador de enredos é a própria biografia de Malba Tahan. Na verdade, esse personagem das areias do deserto nunca existiu. Foi inventando por outro Malba Tahan, que de certo modo também não existiu efetivamente: tratava-se apenas do nome de fantasia, o pseudônimo, sob o qual assinava suas obras o genial professor, educador, pedagogo, escritor e conferencista brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Na vida real, Júlio nunca viu uma caravana atravessar um deserto. As areias mais quentes que pisou foram as das praias do Rio de Janeiro, onde nasceu em 6 de maio de 1895. Júlio César era assim, um tipo possuído por incontrolável imaginação. Precisava apenas inventar um pseudônimo, mas aproveitava a ocasião e criava um personagem inteiro.
Problemas das 1001 Noites
Malba Tahan e Júlio César formaram uma dupla de criação que produziu 69 livros de contos e 51 de Matemática. Mais de dois milhões de exemplares já foram vendidos. A obra mais famosa, O Homem que Calculava, está na 38ª edição.
Com o seu pseudônimo, Júlio César propunha problemas de Aritmética e Álgebra com a mesma leveza e encanto dos contos das Mil e Uma Noites. Com sua identidade real, foi um criativo e ousado professor, que estava muito além do ensino exclusivamente teórico e expositivo da sua época, do qual foi um feroz crítico. "O professor de Matemática em geral é um sádico", acusava. "Ele sente prazer em complicar tudo."
Um sucesso feito de trabalho duro, lances de esperteza e muita imaginação
Um dos maiores incentivadores da carreira de Júlio César de Mello e Souza foi o seu pai, João de Deus de Mello e Souza. Ou, explicando melhor, a modesta mesada que seu pai lhe dava nos tempos de colégio. Funcionário do Ministério da Justiça e com uma escadinha de oito filhos para criar, João de Deus não podia fazer milagres. O dinheiro era contadinho. Para comprar uma barra de chocolate, por exemplo, o jovem Júlio César economizava na condução durante o final de semana.
Redações para vender
Nessa época Júlio descobriu a mina de ouro que tinha nas mãos. Um dia, um colega de classe mais endinheirado, mas fraco em escrita, pediu-lhe uma redação que desprezara, Esperança . Em troca, deu ao autor um selo do Chile e uma pena de escrever nova em folha. Era o início de um lucrativo negócio. Depois do episódio, para cada tema lançado pelo professor, o criativo Júlio César fazia quatro, cinco redações e as vendia a 400 réis cada.
As fumaças do gênio já começavam a desenhar o futuro Malba Tahan. A família já conhecia seu gosto pela literatura, mas tinha suas dúvidas:.. "Quando compunha uma historieta, era certo o Júlio criar personagens em excesso, muitos dos quais não tinham papel nenhum a desempenhar, dando-lhes nomes absurdos, como Mardukbarian, Protocholóski, Orônsio", conta o irmão mais velho do escritor, João Batista, no seu livro Meninos de Queluz, em que lembra a sua infância e a de Júlio César em Queluz, interior de São Paulo.
Mais velho, Júlio César aprendeu a lidar com o descrédito. Quando tinha 23 anos, e era colaborador do jornal carioca O lmparcial, entregou a um editor cinco contos que escrevera. A [papelada ficou jogada vários dias sobre uma mesa da redação. Sem fazer nenhum comentário, Júlio César pegou o trabalho de volta. No dia seguinte, reapareceu no jornal. Trazia os mesmos contos, mas com outra autoria. Em vez de J.C. de Mello e Souza, assinava R.S. Slade, um fictício escritor americano. Entregou os contos novamente ao editor, dizendo que acabara de traduzi-los e que faziam grande sucesso em Nova York. O primeiro deles, A Vingança do Judeu, foi publicado já no dia seguinte - e na primeira página. Os outros quatro tiveram o mesmo destaque.
Marechal de pijama
Júlio César aprendeu a lição e decidiu que iria virar Malba Tahan. Nos sete anos seguintes, mergulhou nos estudos sobre a cultura e a língua árabes. Em 1925, decidiu que estava preparado. Procurou o dono do jornal carioca A Noite , Irineu Marinho, fundador da empresa que se tornaria as atuais Organizações Globo. Marinho gostou da idéia. Contos de Mil e Uma Noites foi o primeiro de uma série de escritos de Malba Tahan para o jornal. Detalhista, Júlio César providenciou até mesmo um tradutor fictício. Os livros de Malba Tahan vinham sempre com a "tradução e notas do prof. Breno Alencar Bianco".
Júlio César viveu sem se dar conta do patrimônio cultural que construíra. Em um depoimento ao Museu da Imagem e do Som, declarou-se profundamente arrependido de não ter seguido a carreira militar, como queria seu pai. "Eu estaria hoje marechal, calmamente de pijama, em casa", imaginava. "Não precisaria estar me virando na vida."
O que Malba fazia fora dos livros e aulas.
Desde menino, Júlio César de Mello e Souza tinha suas manias. Algumas completamente malucas, como manter uma coleção de sapos vivos. Quando vivia em Queluz, às margens do Rio Paraíba do Sul, Júlio César chegou a juntar 50 sapos no quintal da sua casa. Um dos animais, o Monsenhor, costumava acompanhá-lo, aos saltos, por suas andanças na região. Adulto, o professor Júlio César continuou a coleção, dessa vez com exemplares de madeira, louça, metal, jade e cristal.
Outras preocupações eram bem mais sérias. Ele sempre se entregou de corpo e alma à causa das vítimas da lepra, os hansenianos. De cabeça aberta e sem preconceitos, Júlio César de Mello e Souza editou durante 10 anos a revista Damião, que pregava o reajustamento social desses doentes. A dedicação de Júlio César era tão grande que, no seu testamento, pediu que lessem, à beira do seu túmulo, uma última mensagem de solidariedade aos hansenianos.
MUDANÇA NA IDENTIDADE
Malba Tahan, em árabe, quer dizer o "Moleiro de Malba". Malba é um oásis e Tahan, o sobrenome de uma aluna, Maria Zechsuk Tahan. Por deferência do presidente Getúlio Vargas, o professor (ao lado, em aula) pode usar o pseudônimo na carteira de identidade. Ele gostava de vistar os trabalhos escolares carimbando o "Malba Tahan" escrito em caracteres árabes
Um professor que andava muito mais rápido do que o seu tempo
Malba Tahan, o gênio da Matemática, foi um desastre completo nos números quando era o aluno Júlio César de Mello e Souza, do Colégio Pedro II, no Rio. Nessa época, seu boletim registrou em vermelho uma nota dois, em uma sabatina de Álgebra, e raspou no cinco, em uma prova de Aritmética.
Qual seria a causa de um desempenho tão fraco para alguém que viria a se apaixonar pela Matemática? Com certeza, Júlio César não gostava da didática da época, que se resumia a cansativas exposições orais. Mal-humorado, classificou-a mais tarde como O "detestável método da salivação".
Nas palestras que dava - foram mais de 2000 ao longo da sua vida , nas aulas para normalistas ou nos livros que escreveu, Júlio César defendia o uso dos jogos nas aulas de Matemática . Enquanto os outros professores usavam apenas o quadro-negro e a linguagem oral, ele recorria à criatividade, ao estudo dirigido e à manipulação de objetos. Suas aulas eram movimentadas e divertidas. Defendia a instalação de laboratórios de Matemática em todas as escolas.
Sem zeros e sem bombas
"Ele estava muito além de seu tempo', afirma o respeitado matemático e professor paulista Antônio José Lopes Bigode, autoridade em Malba Tahan. "O resgate da sua didática pode revolucionar o ensino", acredita. "Ainda hoje, o ensino tradicional da Matemática é responsável por metade das repetências."
Em sala de aula, Júlio César não dava zeros, nem reprovava. "Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é uma tolice:' O professor encarregava os melhores da turma de ajudar os mais fracos. "Em junho, julho, estavam todos na média', garantiu no depoimento ao Museu da Imagem e do Som.
"Hoje, as atividades lúdicas são muito valorizadas, mas naquela época eram vistas como uma heresia", observa o professor de Matemática Sérgio Lorenzato, de 58 anos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Lorenzato, que foi aluno de Júlio César, guarda como uma relíquia o caderno que usou para anotar as aulas. "Ele dizia que o caderno tinha de refletir a vida do aluno", lembra Lorenzato. "E estimulava que colássemos em suas folhas gravuras, recortes de revistas e jornais e até provas já corrigidas."
Carismático, Júlio César encantava os alunos. Mas nem todos se sentiam à vontade com a sua informalidade. "Os tradicionalistas eram absolutamente contrários a Malba Tahan e ao seu interesse pelo cotidiano da Matemática", explica o editor de livros didáticos da editora Scipione, Valdemar Vello.
Júlio César foi professor de História, Geografia e Física até dedicar-se à Matemática. Sua fama como pedagogo se espalhou e ele era convidado para palestras em todo o país. A última foi em Recife, no dia 18 de junho de 1974, quando falou para normalistas sobre a arte de contar histórias. De volta ao hotel, sentiu-se mal e morreu, provavelmente de enfarte.
Júlio César deixou instruções para seu enterro. Não queria que adotassem luto em sua homenagem. Citando o compositor Noel Rosa, explicou o porquê: "Roupa preta é vaidade/ para quem se veste a rigor/ o meu luto é a saudade/ e a saudade não tem cor".
Bibliografia: Revista Nova Escola ( Setembro 1995 )
Reportagem: Luiza Villamea
fonte: http://www.geocities.com/g10ap/matematicos/os_grandes_genios.htm





PARABÉNS EQUIPE BELO SEU DESEMPENHO(APRESENTANDO PELA 3ªVEZ).



ORGANIZADO PELA PROFª SONIA A ENCENAÇÃO FOI MARAVILHOSA.


NOSSOS LEITORES

ANA CAROLINA SELECIONOU NOSSOS MELHORES LEITORES E FEZ UMA PREMIAÇÃO ESPECIAL NESTE FINAL DE NOVEMBRO/ENSINO FUNDAMENTAL.





Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo.
Hermann Hesse

ENTREGA DOS KITS DOS LIVROS

NOSSO AGENTE DE ORGANIZAÇÃO FEZ A ENTREGA DOS KITS.



A ALEGRIA DE GANHAR LIVROS.


SEMANA COM MUITO ESTUDO

PCNPs CONVERSANDO COM AS TURMAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DO SARESP.




CAPACITAÇÃO DOS APLICADORES.



MOMENTO FINAL


BOA SORTE A TODOS.

DIA ESPECIAL

HOMENAGEM PELO DIA DO DIRETOR   
CLAUDIA ,

 Hoje é o dia do Diretor de Escola. Hoje  é o seu dia e através dessa mensagem queremos lhe agradecer. Tem dias que a gente precisa se dividir em 10 pra dar conta do recado e têm profissionais que fazem isso todos os dias. Como você: nossa querida diretora! À você  nossa estima e consideração por seu empenho, dedicação e responsabilidade na condução de sua função. Obrigada por sua atenção e pelo carinho dedicado. Tudo o que fazemos pensando em ajudar ao próximo, pela própria lei da natureza, nos é devolvido em dobro. Que o Universo te cubra de bênçãos e que você seja sempre muito feliz!





APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS COM A PROFªANA LUIZA





 AULA DE BIOLOGIA.